O dia depois do último
uma forma diferente de conhecer a esfera da política
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terça-feira, 8 de novembro de 2016
God bless us all
Não vou começar com um "eu bem que avisei", mas quem priva comigo regularmente sabe que já vinha a apontar para esta possibilidade há muito tempo, até mesmo antes de Trump ter ganho a nomeação republicana.
Gostemos ou não de Trump (e eu não gosto), e a bem do desportivismo, temos de admitir que se trata de uma vitória extraordinária. Depois de ter ganho, contra todas as expectativas, a dura batalha pela nomeação democrática, Trump teve de enfrentar uma oposição feroz vinda de todos os cantos da sociedade americana. Não estou de todo a fazer a defesa ou apologia de Donald Trump, mas a minha mente democratica europeia não pode deixar de ficar chocada com o papel parcial e agressivo dos media norte americanos, do qual o principal exemplo é o apoio expresso do grande bastião de comunicação o New York Times à campanha de Hillary. A verdade é que Trump ganhou com uma máquina de campanha pequena, contra os media, contra o sistema e contra os opinion leaders.
Trump, desde cedo, apontou à maioria branca e silenciosa da América profunda, em crise com o encerramento de fábricas e a perda de empregos, que vive longe das sondagens e que se sentiu negligenciada pela política mais aberta e urbana de Obama. Mas logo se apercebeu que poderia também contar com os votos de todos aqueles que estão se revêm na sucessão das famílias aristocráticas Clinton e Bush na cadeira do poder, votos esses que já haviam colocado Obama na Casa Branca.
Um apoio com que Trump não contava foi o de Hillary...
Hillary é, primeiro que tudo, a personificação do próprio sistema e a sua postura altiva de Know it all e pouco simpática não ajudou , Começou por se colocar num pedestal pensando que nada a atingia e quando teve de descer e calçar o chinelo para estar ao nível do seu concorrente foi como que desse um tiro no próprio pé. Quando algumas sondagens apontaram que os americanos achavam Trump mais credível que Hillary... está tudo dito
O que mais me surprende no meio de tudo isto é como a maioria diz ter sido apanhado de surpresa, quando o mundo nos tem mostrado que o populismo fácil e os movimentos anti sistema têm estado a ganhar posição. Veja-se o poder de Le Pen, o que aconteceu com o Brexit, ou na Grécia.
Só posso esperar que desta vez, e como normalmente acontece, os políticos não cumpram as promessas de campanha. God bless us all.
sábado, 22 de março de 2014
Mais uma Primavera para a Turquia
Deixei, nesse preciso instante, de vislumbrar uma Turquia civilizada e evoluída a dar passos seguros em direcção à modernidade, para passar a ver um País retrógrado, autoritário e desrespeitador de direitos fundamentais à beira de mais uma Primavera Árabe.
Sim porque a cada acção corresponde uma reacção, e o bloqueamento do acesso a esta rede social causou com que cada vez mais Turcos, pelas portas e travessas que só as tecnologias de informação permitem, a comunicar e a expressar a sua revolta no Twitter.
Nesta batalha não tenho dúvidas de que o Twitter vai ganhar, até porque a Primavera acabou de chegar.
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
Que gente é esta?
Costumo, na brincadeira com os meus amigos, dizer que sou a única pessoa em Portugal a cumprir o código da estrada. Isto, porque, não conduzo em excesso de velocidade, não estaciono em locais proibidos e tenho um currículo (quase) sem multas. Mas hoje apercebi-me que, muito provavelmente, sou também a única pessoa em Portugal a verdadeiramente defender a Liberdade de Expressão.
Antes de mais gostava de deixar bem claro que não simpatizo especialmente com Margarida Rebelo Pinto. Não gosto dos seus livros, da frivolidade do seu pensamento, e, principalmente, da maneira como aparenta pairar sobre a vida valorizando a superficialidade das coisas. Ainda assim, se defendo com convicção que até o meu nemessis deva ter o direito consagrado a expor a sua opinião, acho que a Margarida deverá tê-lo também. O que temos assistido nos últimos dias, é a um vil e vergonhoso ataque que atingiu o seu expoente máximo na emissão da TSF do Tubo de Ensaio pela boca do comediante Bruno Nogueira.
Sou um assíduo ouvinte da TSF, gosto especialmente da rubrica Sinais, do Fernando Alves, das notícias, do Pessoal e Transmissível, do Governo Sombra e do... Tubo de Ensaio. Mas o que o Bruno Nogueira fez foi um ataque malcriado, desproporcional e impróprio para a emissora em questão. A grande diferença é que enquanto as palavras de Margarida Rebelo Pinto, por muito que as tenha achado deselegantes eram referentes às suas opiniões pessoais sobre a situação do País,já as palavras de Bruno Nogueira foram uma vendetta directa e pessoal, que roça a difamação.
Ainda estava a refazer-me do choque da brutalidade de tudo isto, quando começo a reparar que as redes sociais começam a ser inundadas, de todas as direcções por mensagens de parabéns, e incentivo a ... pasme-se... Bruno Nogueira!
Mas que gente é esta que acha que não se pode dizer que se sente "repulsa por este tipo de manifestações" mas que aplaude quando se chamam os governantes de palhaços e ladrões; que acha ofensivo caracterizar certas acções de "falta de inteligência" mas correcto dizer que alguém "é um saco de brita"; que defende que o direito à liberdade de expressão desde que não se defendam os governantes; que são contra a censura, mas censuram quem defende posições diferentes?
O que eu acho desta "gente" é que e pouco inteligente, ...mas esta é a minha opinião...posso?
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Chovem cães e gatos!
Na importante e crítica etapa do ano político destinada à discussão do Orçamento de Estado, numa altura de crise em que a oposição em uníssono pretende derrubar o governo, em que a situação económica tarda a mostrar sinais claros de retoma, e em que os jovens se afundam no desemprego... eis que o que movimenta os jornais, a opinião pública e as redes sociais é a nova LEI DOS ANIMAIS.
A Ministra Assunção Cristas foi lançada para o meio de um remoínho mediático, e temo que em breve Heloísa Apolónia e sósias exijam mesmo a sua demissão.
Antes de tudo, quero deixar bem claro, que adoro animais (já tive cães, gatos, peixes, tartarugas e hamsters). Mas nunca me havia apercebido da imensidade de pessoas que têm mais do que dois cães ou quatro gatos por apartamento, que hoje, se levantam ruidosamente em defesa do seu direito absoluto e de certeza Constitucional a posuir o seu próprio canil ou gatil no seu T2 em Alcabideche.
Em relação aos gatos, a antiga lei já colocava o limite em 4 ( sobre este assunto estamos conversados) em relação aos cães pretende-se que o número baixe de 3 para 2, e isto refere-se somente para apartamentos, porque casas com quintal, ou quintas gozam de um regime diferente.
Um chorrilho de protestos foi o que se seguiu. começou-se por se discutir áreas de casa, tamanho dos animais e chegou-se à conclusão de que uma pessoa com um T10 devia poder ter o direito a ter em sua casa 4 chihuahuas.
Concordo plenamente e assino por baixo. Quando encontrarem essa única pessoa, avisem-me, e talvez possam solicitar uma providência cautelar num qualquer Tribunal e evitar mais uma reforma !


